A dor nas costas é um dos problemas mais populares da vida moderna. A estimativa é de que oito em cada dez pessoas convivem ou vão se deparar com uma. As dores podem acometer a coluna inteira, perturbando da lombar à cervical. “As lombalgias, no entanto, são as mais freqüentes”, avalia o ortopedista Elcio Landin. No caso, não se trata de uma doença, mas um sinal de alerta, até porque males respiratórios, renais ou gastrointestinais podem ressoar lá nas costas. Quando o problema é local, os motivos variam de artroses e hérnias de disco, resultado de um desgaste ou ruptura do armortecedor das vértebras, a dores musculares, de longe as mais comuns. “Com o envelhecimento, o sedentarismo e o ganho de peso, há uma sobrecarga na musculatura da lombar”, explica o ortopedista Ricardo Cury, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Idade e preguiça, portanto, são fatores de risco. Outra rival da coluna, que incentiva atentados à cervical, é a má postura.
As lombalgias são dores agudas ou crônicas da coluna lombar. Entre os distúrbios dolorosos que mais acometem os seres humanos, perdem apenas para a cefaléia (dor de cabeça). Elas atingem 80% da população adulta em algum momento de sua vida. Já foram enumeradas 50 causas para o sintoma da lombalgia, por isso, na maioria dos casos, os especialistas têm dificuldade de identificar qual estrutura da coluna é a responsável.
A dor cervical ou cervicalgia é uma manifestação clínica caracterizada por dor e rigidez transitória, exatamente na região cervical, de causas diversas. Ela acomete 55% da população adulta em alguma fase da vida, com maior incidência no sexo feminino. Os sintomas ocorrem devido ao espasmo muscular e/ou tração de raízes nervosas. Em 1% dos casos os nervos oriundos da coluna são comprimidos prejudicando ou não a sua função (perda de força ou alterações de sensibilidade).
As doenças da coluna dorsal são menos freqüentes e apresentam características próprias. É definida como uma dor localizada na região torácica posterior.